Meu Deus, o que queres de mim?

Uma pergunta um pouco assustadora. Fechemos os olhos e num minuto de silêncio, façamos esta pergunta. Esta foi uma das reflexões da tarde de louvor do Alpha realizada no mês passado. A vida é só isto? Trabalho, casa, trabalho, levar os filhos à escola, compras, trabalho, casa. Vivemos pregados a uma rotina diária ditada pelo stress, pelo que é material, pelo comodismo. E os outros? Vivemos com e pelos outros? Ajudamos? Procuramos fazer pelo outro?

“Sou eu, sou eu que faço comunidade” é um verso de um cântico que ensinamos às crianças. “És tu, és tu que fazes comunidade…somos nós, somos nós…” completa assim o refrão deste canto tão simples, mas tão elucidativo. Somos e pertencemos a uma comunidade, mas fazemo-lo à luz dos ensinamentos de Jesus Cristo? À luz dos preceitos morais que Ele nos deixou? Ensinamos as nossas crianças, mas o nosso conselho fica muitas vezes pelas palavras. “14De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo?” “A fé: se ela não tiver obras, está completamente morta.” (Mateus 2: 14-17)

Jesus deixou-nos um mandamento fundamental para cumprir: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, mas cumprimo-lo? Amamos o nosso vizinho? Perdoamos assim como somos perdoados? Serei eu apenas cristão de banco da Igreja ou procuro imitar Jesus e levar a cabo o que ele nos pede?

cena 1

Todos os dias, Jesus apela à nossa acção. O mundo em que vivemos é cada vez mais assustador. Assistimos diariamente a acontecimentos impensáveis. Os constantes atentados terroristas que só no ano de 2014, por todo o mundo mataram 32,7 mil pessoas; o aumento de número de vítimas de violência, em Portugal, a violência doméstica, que inclui violência sobre crianças e idosos, constitui o segundo crime mais reportado. Por todo o mundo, a cada dois segundos uma criança é forçada a casar antes dos 18 anos, raparigas são vendidas pelos pais em troca de alimentos. Estima-se que em cada ano,15 milhões de crianças são obrigadas a casar. No nosso país, estudos indicam que um em cada cinco estudantes esteja envolvido em alguma situação de bullying e o número de suicídios aumentou, em média morrem cinco pessoas por dia. Perto de 30% da população portuguesa vive no limiar da pobreza. Uma em cada 14 famílias não come o suficiente por falta de dinheiro.

Estes números evidenciam apenas uma fracção dos problemas que afectam a nossa sociedade tão fragilizada, aos quais não podemos, por medo, fechar os olhos e virar a cara. A nossa acção por mais pequena que seja poderá ser factor indispensável de mudança. Comecemos pela nossa influência nas novas gerações. Crescemos a imitar os outros, aqueles que nos rodeiam, e a nossa forma de agir tem influência. Ensinemos que o preconceito não está na moda, que as cores não interessam, que a partilha é essencial, que não há vida feliz sem amor e que os mais velhos são sabedoria. Ensinemos as obras de misericórdia como guia para a vida, a não ter medo de abrir a porta aos nossos vizinhos, de partilhar o pão, de corrigir o errado, de falar, de dar o nosso tempo. De ser mais.

Vejamos exemplos de humildade em pessoas que mudam as suas vidas, as suas famílias para outros países, em missão, procurando seguir o caminho de Jesus.

Façamos então este exercício, fechemos os olhos e perguntemos a Deus “O que queres de mim?” , “Que posso eu fazer em Teu Nome?”

Rita Francisco

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